Aproveitando a semana do bicentenário da morte de Jane Austen, vou discorrer sobre a minha experiência de ter chegado a ler "Razão e Sensibilidade"... aiai.
Pedi pra mãe: "Mãe, compra Razão e Sensibilidade para mim?", e ela deu de bom grado. Meses depois começo a ler o livro, e o inferno literário começou. Briguei com a minha irmã, briguei com a minha melhor amiga, exclui do facebook meu outro amigo, que não havia me respondido no messenger no tempo que eu julgava adequado. Fora as pessoas que eu deixei de seguir no instagram, não vou dizer porque. Tudo isso por causa do quê? Razão e Sensibilidade. Como eu disse nos outros posts relacionados a Jane Austen, ela me surpreendeu pela intensidade de sua escrita, substância, juntamente com um desenvolvimento crescente e bem alicerçado de seus personagens.
Isso para o bem e para o mal, porque quando Jane Austen resolve escrever um personagem ordinário, meu Deus do céu, eu quase infarto de ódio!!! E foi o que aconteceu com "Razão e Sensibilidade". A maioria das personagens de Jane são carregadas de força e personalidade, mas não vi isso em Elionor e Marianne, me corrijam se eu estiver errada, e se for o caso, me incentivem a dar continuidade a leitura, porque eu brochei. Falo isso porque não suporto ver uma personagem se contentando com amores bostas, e Marianne, sobretudo Elionor estão sempre ali amargando um sofrimento por pessoas que não valem um fio de cabelo! AAAAAAAAA QUE ÓDIO!!!
Esse livro reverberou em mim meu passado, em que eu também buscava as migalhas de pessoas que não valiam 1 centavo, e mano! Como eu me humilhava! Como eu sofria! O fato de eu não ter conseguido ler Razão e Sensibilidade se deve ao fato de me doer grandemente o coração quando eu vejo mulheres maravilhosas dando biscoito pra macho bosta! Porque eu sofri demais fazendo isto! Vendo que Jane Austen criou duas personagens que tinham tudo para se sobressair na história pela vitalidade de cada uma delas, porém, na verdade, são dependentes emocionalmente, e isso me sangra!!! Deus me defenda, como me sangra!
Parei na parte em que é criado uma aura de rivalidade entre Elinor e a noiva de Edward, e mano, quem é esse palhaço do Edward??? Esse macho escroto que pensa que pode fazer uma mulher de otária porque se acha a última coca cola do Saara, por ser de uma família abastada, mano! E Elinor ali, inflando o ego desse babaca por querer tirar satisfação com a tal noiva dele, putz! Me enche de raiva! Falo isso porque quantas vezes eu fiz essa baianada, e não me levou a lugar nenhum, pelo contrário, só ajudei a inflar ego de boy lixo, que vergonha! Quase infarto lendo esse livro, quase acabo com uma amizade que só me fez crescer como pessoa, enfim, só fiz merda ao ler esse livro. Por falar em fazer merda ao ler um livro, vocês não fazem ideia da "MERDA MOR" que eu fiz ao ler "O morro dos ventos uivantes", mas vou deixar isso pra outro post.
A questão é que me doeu muito ter tentado ler Razão e Sensibilidade, por todas essas questões listadas. Então gostaria que vocês me entendessem, e gostaria de pedir carinhosamente, que se for o caso, me convençam a continuar lendo o livro, porque eu AMO Jane Austen! E toda a obra dela vale muito a pena ler! Me identifico (EM PARTES) com a Elinor, porém, sofri demais em ver que uma personagem que tem tanto potencial, rastejando por causa de um machista de merda!!! AAAAAAAAA QUE ÓDIO!!! Então sintam-se a vontade para dizerem suas conjecturas, digam que merda literária vocês cometeram por causa de alguma leitura, sigam a mana nas suas mídias sociais, não se avexem!!! Merdas todos nós cometemos, mas saibam que eu eu supero todas!

Olha, não sei se vai te convencer a terminar a leitura, mas há algumas coisas que poderiam ser repensadas por vc dps de concluída. Uma delas é justamente a época da narrativa, tendo em vista dotes de casamento, cobranças de laços matrimoniais e coisas do tipo; as mulheres não eram romanticas por opção, mas por necessidade, pense bem; o que fariam elas da vida, se,ao invés de idealizarem possíveis uniões românticas com os míseros "homens" que por acaso acabavam entrando em suas vidas, se antes de fazerem isso travassem uma batalha anti sentimental? Essas moças em questão, além de pobres tbm eram camponesas, portanto, tiveram a infelicidade de cruzarem seus caminhos com homens da cidade, frequentadores da alta sociedade. Óbvio q para nós, mulheres modernas, a opção de ficar suspirando pelos cantos da casa, morrendo de amores, é antiquada, incabivel, tendo em vista tantos e tantos outros afazeres e o relógio impiedoso que nos faz saltar no tempo sem nos dar conta, para as personagens, no entanto, esse amor letal era o melhor passatempo que existia, creio eu. Eu discordo com vc na descrição das personagens femininas como fracas, acho que, pelas humilhações que sofreram e pela falta de posição social eram até fortes demais, Marianne por lutar pelo seu amado, ah ta, o cara era um cafajeste, mas, se você continuar a leitura vai perceber que a própria se da conta de que fora ela quem esperou muito; enquanto o erro dele foi apenas de não desiludi-la. ELeonor ao contrário da irmã, é fechada, faz-se de forte, apesar de apaixonada e não considero a paixão uma fraqueza, mas sim um sentimento nobre, sofreu de cabeça erguida o noivado de seu amado com a prometida dele há anos e sim, Jane não decepciona e a história tem um desenrolar feliz. Como vê, acho que seu erro é o de não concluir o livro, para captar a verdadeira essência dessas 2 mulheres incríveis só mesmo chegando ao final. A sim, elas não são a Lizze; e eles não são o Mister Darcy, infelizmente, 😊 dps desses 2, fica difícil amar qqr outro personagem da Jane; mas.... acho que vale a pena amiga, abra a mente e feche o coração kkkkkk se é que isso é possível. ( p.s como vc não me contou desse blog maraaa antes?, não me ama mais? 😆😆😆 )
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