"Heathcliff, it's me, Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in your window..."
Kate Bush - Wuthering Heights
Dia 30 de julho Emily Brontë completaria 199 anos... fico imaginando se nós tivéssemos fôlego de vida o suficiente para atravessarmos séculos, quantas coisas poderíamos fazer... quando me passou isso pela cabeça fiquei conjecturando que provavelmente nós seríamos tão acomodados como somos agora, em que temos um tempo de vida quase nulo, levando em consideração que imprevistos são uma possibilidade, e poderemos ter nossa vida interrompida a qualquer momento. Mas vamos voltar ao assunto "O morro dos ventos uivantes", em especial o trecho da música que Kate Bush compôs.
Sugiro a você que jogue no YouTube o nome da cantora e da música, você poderá pensar: "eu nunca ouvi", MAS EU COLOCO MINHA MÃO NO FOGO que sim! Você já ouviu esta música em algum flashback de rádio FM, ou nos momentos finais de uma festa anos 80... te garanto! Foi a melhor sacada que Kate fez em sua carreira, porque esse trecho do livro em que o fantasma de Catherine aparece na mansão de Heathcliff é carregada de simbologia, e ultimamente ando me interessando muito por esta questão, visto que o escritor constrói uma aura em cima de cada acontecimento, sensação, seja lá o que for, sugerindo que em cima de cada significado presente nos elementos utilizados terá uma reviravolta na história.
Vou conversar mais sobre o livro no decorrer do mês de julho, acontecerá o mesmo com Jane Austen, visto que as duas datas são relevantes, e relembrarmos a importância dessas duas escritoras para a literatura mundial é essencial! "O morro dos ventos uivantes" é denso! Eu fiz tanta cagada que vocês não fazem noção, envolta no construto bem alicerçado de seus personagens. Cada um constitui um universo diferente, personalidades distintas com os seus próprios demônios para se enfrentar, reações sinceras, comportamentos que sugerem uma vida descrita com profundidade a partir do momento em que se pega o livro para ler, sem afetação nenhuma.
O romance entre Heathcliff e Catherine é quase secundário se levarmos em consideração os conflitos psicológicos presentes em cada vida ali descrita na trama. Você vai do céu ao inferno em questão de poucas linhas. O que separa a calmaria da tormenta no máximo são míseros números de páginas. Ao devorar o livro em 15 dias, a mercê desse furacão literário, fazendo um comparativo com Charlotte e Emily Brontë (DESCULPEM OS #TEAMROCHESTER), cheguei a conclusão que Emily tem mais riqueza de subjetividade, eu não sei que nome dou pra essa coisa que faz o nosso mundo virar de cabeça pra baixo, só sei que ela me surpreendeu. Sim, meus caros leitores, ainda é cedo para falar, porque ainda não li nada da Anne Brontë, embora não me falte vontade de conhecer o que a Anne Brontë tem! Assisti o filme há muito tempo atrás, eu nem sonhava em ter o livro, embora tenha sido uma produção fantástica, mas de longe o livro é infinitamente melhor!!!
Mas vamos a simbologia, meus caros... vamos ao livro: PORÉM, SE VOCÊ AINDA QUER LER O LIVRO, E NÃO QUER SER SURPREENDIDX COM UM SPOILER, SUGIRO QUE PARE IMEDIATAMENTE DE LER ESTA ANÁLISE, OK? Quando o hóspede chega ao morro dos ventos uivantes, para se proteger da nevasca, ele é levado ao antigo quarto de Catherine Earnshaw, lembrando que Catherine está morta há muito tempo... O hóspede tenta dormir, mas o vento sacode a janela, e um barulho peculiar no vidro o instiga a saber o que está acontecendo lá fora. Quando ele abre uma brecha do vitro, o fantasma de Catherine o agarra pelo braço, e ela pede para deixá-lo entrar, pois está frio. É noite, e está caindo uma nevasca. Há dois símbolos que poderemos discutir, o gelo e a escuridão, ou a noite.
O gelo significa o desvanecer, o desaparecimento de algo. Podemos analisar que, naquele exato momento em que o hóspede estava no morro dos ventos uivantes, Heathcliff tinha pouco tempo de vida, e Catherine estava rondando o lugar, que foi um marco para o seu construto, desde a infância até a sua juventude, onde ela e Heathcliff viveram uma história, ou seja, ela estava ali para avisá-lo que lhe restava pouco tempo. De acordo o blog efeitomistico.blogspot.com.br, a noite significa a união com o infinito, visto em muitos idiomas da europa, a palavra noite é formada pela letra N juntamente com a escrita do número 8, nas respectivas línguas, ou seja, NOITE é formada com a letra N + o número 8 que simboliza o infinito. Dessa forma, podemos concluir que, Heathcliff e Catherine se juntariam infinitamente, o que em vida eles não fizeram. Não é lindo? Aaaaaaaaa desculpa, eu fico mexida com essas coisas. Se quiserem me dar um dicionário de simbologia, eu agradeço!
Tudo isso são peças que vou juntando na minha mente fértil, e se vocês quiserem contribuir com comentários, fiquem a vontade! O mês de julho estará cheio de publicações em torno de Emily Brontë, acompanhem a Mana Leitora não só no blog, mas também nas outras mídias sociais!!! Bora Fortalecer?

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